O casamento da Casamenteira Cerimonialista

Post atualizado em 22/09 às 14hs

Oi gente, tudo bem? Como muitos já sabem, no dia 11 de setembro, domingo, deixei os bastidores e assumi o papel de noivinha, como muitas outras com quem já trabalhei. No início, quando compartilhei com vocês sobre essa etapa da minha vida pessoal, alguns disseram que eu seria uma profissional melhor. Não acho que tenha me tornado uma profissional melhor, porque faz parecer que antes eu não trabalhava bem por nunca ter casado. Na verdade, acho que hoje sou uma profissional mais próxima das minhas clientes, mas com o mesmo carinho e dedicação de sempre. Essa afirmação sim condiz melhor com a realidade.
Acredito que também acompanharam a fase de planejamento. Felizmente consegui reunir fornecedores que eu queria muito que estivessem no meu casamento, porém, outros ficaram para trás por motivos distintos, mas guardo gratidão por todos que me atenderam. Também tive a oportunidade de sentir na pele todas as aflições que minhas clientes vivenciam no que diz respeito a terceiros, sejam familiares ou amigos/conhecidos. No momento em que desentendimentos/ complicações aconteceram, tentei  aceitar o conselho que dou à todas as minhas clientes: calma, muita calma, porque no desespero, ninguém raciocina! Deu certo.
Uma coisa bem legal que pude experimentar não foi só o apoio de vocês, mas das noivinhas do cerimonial. Seja por mídia social, por e-mail, por telefone, a torcida estava grande. Então não tinha como dar errado, certo?


O local do casamento, divulguei anteriormente, foi o GreenHouse Fest, em Duque de Caxias. Preferiria Nova Iguaçu, cidade onde residia, mas nenhuma casa de festas tinha minha data. Na verdade, a que eu queria inicialmente (3 de setembro), nem o salão tinha mais, fechamos dia 11 porque, segundo a administração, era o único dia de fim de semana disponível no segundo semestre. Não me arrependi. O Green House Fest é um achado. Elegante, romântico, intimista. Tinha tudo para estar no Centro do município, mas a localização é um mero detalhe em comparação ao conjunto. Consegui casar no jardim, onde o altar foi montado no final da ponte, que passava por cima da piscina. Todos do cortejo estavam lindos e nervosos, principalmente nossos pais. Acho que pelo fato de sermos os primeiros filhos deles a casarem. Para vocês verem o nível de tensão, meu pai parecia não entender nada do que falávamos e eu o conduzi mais que ele me conduziu (risos). Ele não queria sentar durante a cerimônia, ficava tremendo a perna. Não havia nada que o acalmasse! E eu cochichava, “pai, senta!”. Ele: eu não quero...”. Na verdade acho que ele não conseguia (risos). Depois com o tempo ele relaxou.  Aliás, relaxamos.
Ah, e por falar em estar lindo, meu noivo, agora esposo, ficou lindo com um terno de corte italiano cinza claro, blusa azul bem clarinha e gravata rosa. E ficou lindo depois de um momento chato dos preparativos. Um dos pouquíssimos fornecedores que fechei sem conhecer anteriormente cometeu um erro inadmissível. A loja, no Centro do Rio de Janeiro, de nome bastante conhecido, cedeu a cortesia do traje para meu noivo, já que nossos pais e padrinhos alugaram o terno lá. Fomos na quinta-feira, anterior ao casamento, fazer a retirada. O horário de entrega era 15hs, mas fizeram com que esperássemos até quase o fechamento do estabelecimento, sob a alegação de que o carro que trazia o terno da matriz havia quebrado. Todas as etapas de medidas e ajustes foram feitas, até que no momento da prova... o terno parecia nem ter sido mexido. Gente, agora a gente ri, mas na hora o nervosismo era maior que os ombros do paletó. Meu marido ficou parecendo o Didi Mocó. Não tínhamos a quem reportar, porque a dona e a gerente (com quem havíamos tratado anteriormente) não estava, e as vendedoras fizeram pouco caso, além insistirem que estava tudo bem. Ficamos extremamente chateados e o que restou foi comprar um terno para a ocasião. Mas há males que vem para o bem: adquirimos um traje na Colombo, do Top Shopping, caiu como uma luva e ele casou do jeito que queria, pois esse foi o nosso momento, nada mais justo que ele se sentisse bem com ele mesmo. Ainda estamos averiguando como proceder com a loja e por isso não menciono o nome da empresa aqui, mas para qualquer um que interesse, é só perguntar que respondo, afinal, o que não quero para mim, não vou querer para os outros.
A decoração ficou por conta do Felipe Paixão, com a cerimônia em rosas e chuva de prata e da recepção, com lírios também. Mobiliário e opcional, por conta do Green House Fest. A decoração foi em degradê, pink, rosa e branco e o buquê também foi assinado por Felipe, com rosas, astromélias e lírios. A iluminação foi baixa, para deixar o clima aconchegante. E Felipe foi um amor, sabia que eu queria casar no jardim, e esperou até meia hora antes da cerimônia para montar tudo, atento à possibilidade de chuva. Foi tudo do jeito que sempre quis!











Meu vestido foi simples, perto do de muitas noivas que já casei. Primeiro, porque era o modelo que fazia meu gênero (inspirado em uma criação de Alfred Angelo). Segundo, porque um casamento durante o dia pedia algo nesse sentido. O corte foi evasê, tomara-que-caia, com bordados abaixo do busto, nas laterais e na barra, mais curto na frente para que meu sapato (rosa bebê, forrado em cetim, com laço channel, da Débora Bertti), aparecesse, com calda curta e mantilha longa. Todo em cetim bucol, com trançado nas costas, e friso no corpete do vestido, adorei e agradeço à Bela Sposa por ele. Me deu mobilidade para dançar, me movimentar, adorei.





Nossos bolos, doces e bem-casados foram da Lívia Félix, que trabalha hoje fazendo o fornecimento destes produtos para o cerimonial. Antes, queria algo com detalhes florais, mas acabei me rendendo ao estilo clássico/lady like, com o bolo todo branquinho, com laços de cetim na base. Por dentro, massa de chocolate e recheio de avelã com brigadeiro. Os convidados elogiaram tudo, sobre tudo o bolo, que segundo eles, além de gostoso, teve sabores criativos e um ótimo visual quando cortado. Os bem-casados foram de doce de leite e brigadeiro e os doces bem variados, com bombons recheados, trufas, brigadeiro gourmet e tarteletes.




O topo de bolo ficou simplesmente fofo! Meu esposo não queria algo humanizado, que ele tivesse a impressão que do nada sairia andando pela festa (pode?). Então, optamos pelo modelo bonequinho. Conheci a Flor de Maio na Expo do Rio Centro e me encantei pelo trabalho e depois pelo profissionalismo e dedicação da Juliana. Ficou lindo, as pessoas elogiaram e Juliana (minha mais nova vizinha) fez com que tivesse orgulho da escolha. Ajudou bastante na entrega, por entender minha rotina e os imprevistos já descritos acima.



As lembrancinhas dos padrinhos foram caixas feitas pela minha sogra, Wal, recheada de bem-casados, com tag especial de agradecimento (minha sogra também faz fornecimento para o cerimonial destas lembrancinhas), para os pais e nossas avós um lindo porta-retrato que comprei em uma importadora (para as avós, de vidro, com uma foto nossa e as mensagens “Parabéns, a senhora ganhou uma neta” e “Parabéns, a senhora ganhou um neto”. Para meus pais – que são separados, foto da minha infância e tag informando que sempre serei a filhinha deles, do meu sogro uma foto da família do meu esposo com mensagem dizendo que ele continuará presente na vida deles, da minha sogra, uma fotografia do meu marido quando criança, com a mensagem como a dos meus pais, afinal, filhos para os pais nunca crescem, não é? O porta-retrato dos pais era de um material tipo aço inox). A lembrancinha para nossas duas damas (florista, prima do meu esposo, alianças, minha irmã), foram lindas bonecas de pano vestidas de noivinhas, feitas pela Bolekas. Perfeitas. Minha mãe me confidenciou que desde o casamento minha irmã dorme com a dela, batizada com meu nome.





O buffet, sem reclamações, pelo contrário, só elogios! As pessoas disseram que nunca foram tão bem atendidas, que os garçons eram uns amores, solícitos e que tudo estava uma delícia. Quando fechamos com o Renato Pinho, achei que só se ele fizesse uma besteira muito grande, ele iria nos decepcionar. E não decepcionou! A avó do meu noivo disse que só não comeu mais porque não quis e chegou a tomar sal de frutas depois da festa! (risos).
O DJ foi perfeito! Vinny, que trabalha no Green House Fest, superou nossas expectativas e colocou todo mundo para dançar, inclusive o noivo, que é tímido! Todos elogiaram a seleção de músicas, que contou muito com sucessos dos anos 80, para delírio da maioria dos convidados, que vivenciou essa década. Mas também não faltam sucessos atuais e músicas mais antigas. Aprovadíssimo!
No final da festa, já estava descabelada! Dancei horrores, tirei fotos pouco convencionais, mais descontraídas e a descontração veio muito da Raquel, da R&C Produções. A empresa foi responsável pela foto e filmagem e Raquel foi um anjo. A reencontrei recentemente, fez faculdade de jornalismo junto comigo e fez o possível para que eu relaxasse, pois segundo ela, eu insistia em não deixar de ser cerimonialista no meu casamento. Gente, mesmo com os participantes do cortejo ciente de tudo que deveriam fazer, vocês acreditam que pedi para madrinhas, mães e damas subirem para o camarim para eu passar as instruções finais? (risos). Sério, está registrado, virá no DVD. A Lívia Lopes, que foi outro anjo durante o meu dia da noiva, falava: "Não dá para acreditar!" (risos).
Eu poderia escrever mais, muito mais que já escrevi aqui, mas vou resumir em alguns pontos para encurtar a conversa!
- Infelizmente não pude convidar muita gente (contabilizei uns 35) em razão do orçamento. Mas quem foi convidado e quem não foi, mora no meu coração da mesma forma. Até porque, não foi nada pessoal. Essa é a pior coisa do planejamento: a lista;
- Minha sogra e meu noivo mal escutaram a música da entrada deles na cerimônia e só entraram porque foram liberados para isso. Segundo eles, o nervosismo foi grande e parecia que tudo estava em silêncio;
- Da escada, do segundo andar do salão de festa, vi um pouco do meu noivo entrando. Foi lindo!
- Inesquecível descer as escadas e dar de cara com três amigas da família, antes de fazer minha entrada. Quando vi Geane (que é quase que uma tia para mim) e suas filhas Samara e Ana Carolina chorando e sorrindo ao mesmo tempo, não tive como segurar a emoção;
- Não ouvi as palavras que meu pai e meu noivo, agora esposo, trocaram quando se cumprimentaram no altar, mas na festa, a madrinha mais próxima disse que meu noivo falou “Obrigada aí pela filha” #euri;
- Minha irmã entrando ao som de “Somewhere over the rainbow”, em violino, foi extremamente emocionante. Eu desabei em choro e meu noivo segurando minha mão, pedia calma, com receio de eu até passar mal de emoção. Foi lindo, porque eu já era adolescente quando ela nasceu, foi uma gravidez de alto risco e ajudei muito a minha mãe assim que ela nasceu;
- Na saída, se bem que também na entrada, vi o rosto de cada um dos convidados sorrindo. Gravei bem aquele momento, pois dava para ver a felicidade deles em ver minha felicidade;
- Na festa, tivemos nossa primeira dança totalmente fora do comum, com uma versão de “Baby”, que começava lenta, onde todos pensavam que assim a música seria e de repente a música ficou agitada e todos começaram a aplaudir e gritar. Íamos fazer algo mais tradicional, música lenta, até mesmo que a letra representasse mais a nossa história, mas meu esposo, como disse, é tímido, e ele queria brincar para disfarçar a tensão de ter o foco para ele. Deu tudo certo e nos divertimos!
Agradeço a todos pelo carinho, por acompanharem meu trabalho e um pouquinho da minha alegria pessoal.
Um beijo no coração de cada um!

5 comentários:

Alessandra Henriques - Artesã disse...

Oi Minha linda... Parabéns !! Fico muito feliz q tudo tenha corrido bem. Amei ter te conhecido msm que virtualmente. Obrigada pelo carinho de ter me incluido no seu post.
Que você e seu marido sejam muito felizes e tenham um casamento super abençoado! Bjinhos e parabéns pelo lindo trabalho.

Roberta Rodrigues disse...

Eu que agradeço pelo carinho e por ter sido tão prestativa, Alessandra! Não faltará oportunidade de nos conhecermos, agora pessoalmente. Beijos e no que precisar, conte comigo!

Liviane Gomes disse...

Rôôô, nossa, não sabia que já tinha acontecido o "grande dia"... que feliz! PARABÉNSSSS!!!! =oD
Pelo post já deu pra ver que correu tudo bem, graças a Deus! E pelas fotos já deu pra ter uma ideia da cerimônia linda! To louca pra ver o resto!
Desejo que vocês sejam muito felizes e muito abençoados sempre! Felicidades!!!! =o)
Beijo grande, Livi.

Bianca Furtado disse...

Ro, estive em contato com vc a pouco tempo...Chorei ao ler teu post acredita? Você descreveu tudo com tanta emoção que me vi neste dia tão lindo.Sem falar que você é de Nova Iguaçu (cidade onde nasci e fui criada) e isto me aproxima ainda mais. Parabéns por esta conquista!Que seu trabalho seja a cada dia mais bem recebido e mais própero!Parabéns mesmo...

Bianca Furtado

Michelle Coutinho disse...

Oi Roberta!! Parabéns pelo casamento, pelo blog e pelo seu trabalho.
Eu queria ter uma noção do orçamento da Green House, vc manda p mim pf? rs

Beijos.